Introdução
Na vida da gente as vezes nos surpreendemos com coisas que nao esperávamos, como um amor que nasce de uma verdadeira amizade. Mas muitas vezes esse amor aparece pra nós impossível, por milhares de motivos.
Muitas vezes o amor de duas pessoas soa na sociedade como algo errado, como uma afronta, uma aberração...é o preconceito que sonda uma sociedade precaria e primitiva que nao aceita as diferenças e que tenta impor um modo de vida antigo e atrasado em toda a sociedade. Hoje em dia as pessoas nao tem mais liberdade pra gostar do que querem, de sentir o que julgam errado.
Eu quero quebrar essa barreira, esse preconceito que vem arrastando a sociedade desde sempre. Mostrar que pode sim ser possível existir um amor tao puro e real, entre dois semelhantes, como por exemplo, duas mulheres, que é o que retrata a historia.
Nao quero chamar a atençao nem muito menos provocar algo que venha ofender os que possivelmente irão ler. É um romance Gls, um romance normal como qualquer outro, que envolve um sentimento muito forte entre duas pessoas, mas que enfrenta problemas maiores e muito mais graves, enfrentam uma sociedade que se opõe a esse amor...
1ª Parte :
Olá, deixe que eu me apresento. Sou Carolina Duarte e tenho 15 anos. Acho que não tenho muito o que falar de mim, apenas que aos 15 anos vivo dentro da minha mente um conflito interminável sobre...o ''famoso ser ou nao ser, eis a questão!'' Para que possam entender melhor vou explicar desde o inicio:
Desde sempre fui uma garota solitária, sempre gostei de manter uma distancia segura das pessoas, talvez por medo, ou até mesmo...por medo =/. Eu sempre ouvi historias de minhas poucas amigas, a maioria virtual, sobre suas desilusões amorosas. Eu nao sabia mas tinha ideia do quanto isso doia, entao, decidi nunca me apaixonar por ninguem, mesmo tendo de viver sozinha, pelo menos pouparia meu coraçao de tal sofrimento.
Sendo assim nunca me apaixonei nem me aproximei de alguem afetivamente, tomo sempre uma distancia grande dos garotos principalmente.
Isso faz com que muitas meninas me chamem de sapatão...eu não acho isso legal, mesmo se eu fosse, o que eu nao sei (ou nao sabia), o termo correto é lesbica, sapatão soa muito preconceituoso.
Bom, mas minha vida mudou no verão do ano passado, quando a casa do lado foi comprada. Lá foram morar uma familia, nao muito grande, os pais e duas filhas, uma com 16 e a outra com 12.
Antes de continuar, vou falar um pouco mais de mim, pra que entendam tudo o que conto.
A minha familia é bem grande, tenho 4 irmãos. O Pedro, mais velho, ele tem 17, logo faz 18. Pra mim ele é apenas um irmão, talvez menos que isso, não nos damos muito bem, talvez por ele ser popular e descoaldo, e eu, só mais uma Nerd solitária. Tem tambem a Bruna, ela tem 13 anos.
Acho ela muito parecida comigo, nao fisicamente, mas no seu jeito de ser. Ela dorme no quarto ao lado do meu, mas a varanda é uma só pros dois, nos gostamos de ficar la conversando, como nos duas sabemos tocar as vezes tocado violão e cantando, outras compondo musicas...
Tenho outra irma, de 10 anos, a Leticia. Ela ate hoje nao sei a qual. Nós nao somos muito próximas. Talvez pela idade...ou por simplesmente ela ser alguem feliz e eu uma constante mau humorada. Tem tambem o meu irmão mais novo, Diego. Ele tem só 6 anos, com esse tenho menos contato ainda, nao tenho muita paciência com crianças...pra falar a verdade nao tenho paciência com quase nada. E logicamente, tem tambem o meu pai, Fernando, e minha mae Marcela. Eles não são pais muito presentes, pelo menos nao comigo.
Bom, voltando ao que queria dizer, nesse verão essa familia se mudou pra casa do lado, e eu vim a conhecer Sabrina. a filha mais velha do casal, que por acaso iria estudar na mesma escola que eu, iríamos ser da mesma serie entao provavelmente da mesma sala, ja que a escola era pequena. Faltava ainda um mes pro inicio das aulas, e nesse tempo nós duas nos aproximamos muito. Viramos verdadeiras melhores amigas, nao andávamos mais separadas. Minha mae gostou da ideia, pois eu nunca tive amigas, Sabrina era a primeira, e ela achou que assim me tornaria uma pessoa mais sociavel.
A mae de Sabrina tambem aprovou muito a nossa amizade, pois disse que a filha tambem nao era de muitos amigos.
Enfim, Sabrina foi minha primeira amiga, confidente, apesar de nao ter muito pra falar ate entao, as poucas coisas que tinha a dizer ela soube, e eu tambem soube tudo sobre a vida dela...
As aulas começaram, e nós passamos o ano todo juntas, em tudo o que tinha que ser feito.
Eu comecei a sentir uma necessidade de estar com ela, a todo instante, quando eu nao tava com ela me dava uma coisa ruim, mesmo nos conhecendo a tanto tempo sempre que faltavam 10 minutos pra gente se encontrar e ir pra escola me dava um frio na barriga, uma ansiedade misturada com a vontade de ve-la mesmo que tenhamos nos visto no dia passado.
Mas reparei mesmo quando a situaçao começou a se agravar, em uma vez que ela foi dormir na minha casa, isso era normal, mas esse dia foi diferente.
Ela tinha me deixado só no quarto enquanto tomava um banho...nós duas tinhamos mania de dormir juntas, colocávamos o colchão no chao, era mais fácil pra passar a noite fofocando.
Nessa noite estava calor, ela voltou do banho se deitou la no colchão junto de mim, ficamos conversando, vendo TV, até ai tudo bem. Quando era mais ou menos umas duas horas da manha, ela disse que estava com sono, eu tambem estava com um pouco de sono e resolvemos dormir. Fomos nos despedir com dois beijinhos no rosto como sempre, mas algo inesperado aconteceu, um pequeno acidente e meus lábios acabaram tocando os dela. Nós duas ficamos muito desconcertadas com a situaçao, ela me pediu desculpas e tratou de se virar logo pro canto pra poder dormir.
Desde esse momento perdi meu sono, nao conseguia pregar o olho pensando naquilo. Nao sei quanto tempo fiquei acordada, mas a uma certa altura da noite ela se virou de frente pra mim, dormindo. Fiquei observando-a muito tempo. Nao sei o que me deu, mais pela primeira vez comecei a olha-la de uma forma diferente, sentir algo diferente que nao sabia o que era...
Isso aconteceu a dois meses, no inicio das nossas ferias. E eu nao consigo parar de pensar nisso, de pensar nela, e agora vivo esse constante conflito na minha mente, o que eu sinto de verdade por ela? Porque isso ta acontecendo comigo? Tem horas que eu penso que vou pirar....
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By: Carol_Std
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